terça-feira, abril 12, 2005


Notícia de jornal

No dia 7 de Março de 2004, um indivíduo de 27 anos, arquitecto de profissão, matou a mãe. Desferiu-lhe várias pancadas na cabeça com uma pá, embrulhou a cabeça em plástico e enterrou o cadáver numa construção.

Foi ontem condenado a nove anos e meio de prisão.

Na aplicação da pena, o juiz teve em conta a confissão e colaboração do arguido, que, onze dias depois, se deslocou a uma esquadra para confessar o crime. Bem como o facto de ter manifestado, em audiência, arrependimento e pesar.

Transcrevo do Correio da Manhã:

"Havia um relacionamento sem laços afectivos, tendo o arguido manifestado temor em relação à mãe e vergonha relativamente ao comportamento desta", disse o juiz. Prevaleceu assim o facto de o arguido se ter queixado que viveu 27 anos de "tormento" devido à doença mental da mãe que não considerava como tal mas apenas como "Dalila". Além disso o Tribunal teve em conta o facto de o arguido "se encontrar, na altura, ligeiramente perturbado por um recente rompimento amoroso".

O jornal não diz, mas o matricida também padecia de uma ligeira indigestão. E andava mortificado com os indícios de uma calvície precoce. E a mãe vestia mal, o que lhe provocava enorme embaraço social. Para além de o dia estar chuvoso e deprimente.